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5G, Wi-Fi, Bluetooth e LoRa: como a Serdia atua no suporte a soluções conectadas?

O mundo ultrapassou a marca de 18 bilhões de dispositivos IoT conectados, segundo projeções da IoT Analytics, e a GSMA estima que o 5G deve alcançar 5,5 bilhões de conexões até 2030. 

Redes Wi-Fi 7 já começam a escalar globalmente, enquanto o Bluetooth caminha para 7,5 bilhões de dispositivos embarcados por ano até 2028. Ao mesmo tempo, o ecossistema LoRaWAN superou 125 milhões de dispositivos implantados em aplicações industriais, agrícolas e urbanas.

Por trás dessa expansão existe uma camada pouco visível, porém decisiva: a eletrônica embarcada. São antenas, módulos RF, microcontroladores, conversores de energia e layouts de placa são os responsáveis por transformar protocolos de comunicação em conexões estáveis. 

A qualidade da conectividade nasce na placa eletrônica, muito antes de qualquer dado trafegar na nuvem.

Conectividade moderna: diferentes tecnologias para diferentes necessidades

Não existe uma tecnologia universal capaz de atender todos os cenários de comunicação sem fio. O que existe é um ecossistema complementar, em que cada solução responde a requisitos específicos de alcance, latência, consumo energético e densidade de dispositivos.

  • O 5G foi concebido para alta taxa de dados e latência reduzida, com aplicações que vão de veículos conectados à automação industrial avançada. A arquitetura da rede permite slicing, priorização de tráfego e comunicação massiva entre máquinas, o que amplia seu uso além do consumo móvel.
  • O Wi-Fi sustenta redes locais e corporativas, com elevado throughput e integração direta com infraestruturas IP já consolidadas. Em ambientes industriais e empresariais, tornou-se peça central para comunicação interna, edge computing e sistemas críticos.
  • O Bluetooth domina o curto alcance. Sensores, wearables, dispositivos médicos e equipamentos embarcados utilizam suas versões Low Energy para manter comunicação contínua com consumo controlado.
  • O LoRa viabiliza transmissão de longo alcance com baixíssimo gasto energético. Em aplicações como medição remota, agricultura de precisão e infraestrutura urbana, a prioridade é autonomia de bateria e cobertura ampla, ainda que com menor volume de dados.

Tais diferenças impactam diretamente o projeto eletrônico: frequência de operação, potência de transmissão, sensibilidade do receptor e topologia de antena impõem requisitos distintos ao hardware.

Qual o papel da eletrônica nas soluções de conectividade?

Protocolos definem como a informação deve circular. A eletrônica torna essa circulação possível.

A integração de módulos de comunicação exige compatibilidade elétrica, estabilidade térmica e isolamento adequado entre circuitos. Em dispositivos que combinam Wi-Fi, Bluetooth e LTE ou 5G, a convivência entre múltiplas rádios requer planejamento de layout, blindagem e controle de interferência eletromagnética.

O consumo energético também nasce na arquitetura da placa. Reguladores eficientes, gerenciamento de estados de sono e dimensionamento correto de trilhas impactam autonomia e dissipação térmica. Em IoT alimentado por bateria, milissegundos de transmissão e microampères em standby fazem diferença ao longo de anos de operação.

A estabilidade de sinal depende da qualidade do design de RF. Impedância controlada, posicionamento de antenas, escolha de substrato e aterramento adequado influenciam alcance e confiabilidade. Pequenas decisões de layout podem comprometer desempenho mesmo quando o módulo utilizado é tecnicamente avançado.

A robustez física fecha o ciclo. Vibração, variações térmicas, umidade e ambientes industriais exigem placas preparadas para operação contínua. A conectividade não se sustenta no  software; ela depende de um hardware que suporte o contexto real de uso.

Desafios técnicos em projetos de conectividade

Projetos conectados envolvem decisões que atravessam engenharia elétrica, telecomunicações e manufatura. Abaixo, os principais desafios organizados de forma objetiva:

Desafio técnico O que acontece na prática Como a engenharia eletrônica responde
Interferência eletromagnética (EMI) Múltiplas fontes de RF operando próximas degradam sinal, reduzem alcance e aumentam perda de pacotes Separação de trilhas críticas, controle de impedância, planos de terra contínuos, blindagem, filtros adequados e layout otimizado para RF
Miniaturização Integração de antenas, fontes, processadores e rádios em espaço reduzido eleva risco térmico e de ruído Layout multicamadas bem planejado, isolamento entre domínios analógico e digital, análise térmica e posicionamento estratégico de antenas
Consumo energético Dispositivos IoT exigem autonomia prolongada, muitas vezes alimentados por bateria Uso de conversores DC-DC eficientes, modos de baixo consumo, gerenciamento inteligente de energia e escolha criteriosa de componentes
Ambientes críticos Vibração, umidade, poeira e variações térmicas afetam integridade do hardware Seleção de materiais resistentes, soldagem adequada ao perfil de uso, aplicação de revestimentos protetivos e testes ambientais
Operação contínua Equipamentos precisam funcionar por anos com mínima intervenção Testes paramétricos e funcionais, validação em bancada, jigas dedicadas e controle rigoroso de qualidade na manufatura

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Como a Serdia atua no suporte a soluções conectadas?

A Serdia Eletrônica atua como parceira técnica na etapa de engenharia de industrialização e manufatura de placas eletrônicas para dispositivos conectados. Sua experiência em setores como telecomunicações, automação industrial, energia, mobilidade, ferroviário e IoT amplia a compreensão dos diferentes contextos de aplicação.

A empresa auxilia clientes na transição entre projeto e produção, apoiando processos de NPI, prototipagem, validação e testes funcionais. A aplicação de práticas como DFM, DFA e DFT contribui para viabilizar placas com melhor desempenho elétrico e maior repetibilidade em escala.

Na manufatura, o controle de qualidade, inspeção óptica automática e desenvolvimento de jigas de teste fortalecem a consistência dos dispositivos produzidos. Em soluções de conectividade, essa consistência impacta diretamente estabilidade de sinal, confiabilidade operacional e vida útil do equipamento.

Em outras palavras, a atuação não se concentra no desenvolvimento do protocolo ou da arquitetura de rede, mas na materialização eletrônica do produto. Fale com a equipe técnica da Serdia e avalie a viabilidade eletrônica do seu projeto conectado.

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