Wearables e sensores médicos são dispositivos eletrônicos vestíveis ou implantáveis que coletam sinais fisiológicos do corpo em tempo real, como frequência cardíaca, saturação de oxigênio, glicose e pressão arterial, e os transmitem para plataformas digitais acessadas por pacientes e profissionais de saúde. A confiabilidade dessas leituras vêm da qualidade da eletrônica embarcada: sensores, microcontroladores e placas eletrônicas que processam e transmitem os dados sem perda de precisão.
O mercado global de dispositivos médicos vestíveis foi avaliado em USD 42,8 bilhões em 2024 e deve superar USD 421,5 bilhões até 2034, crescendo a 25,7% ao ano. Esse crescimento é sustentado por um dado clínico concreto: em 2024, 589 milhões de adultos viviam com diabetes globalmente, 1,3 bilhão com hipertensão e entre 53 e 59 milhões com fibrilação atrial, segundo análise da DelveInsight.
Todas essas condições exigem monitoramento contínuo que as consultas periódicas simplesmente não conseguem fornecer. A medicina está migrando do modelo de acompanhamento pontual para um modelo baseado em dados permanentes, e os wearables são a infraestrutura tecnológica que torna esse modelo possível.
Cada wearable de saúde é, no seu núcleo, um sistema eletrônico embarcado composto por sensores, processadores, memória e módulos de comunicação integrados a uma placa eletrônica.
Funciona assim: o sensor capta o sinal físico do corpo. O processador converte esse sinal em dado digital. O módulo de comunicação transmite esse dado para um aplicativo, plataforma clínica ou sistema hospitalar.
Por isso, a placa eletrônica é o substrato que sustenta e integra todos esses componentes em um dispositivo compacto o suficiente para ser usado continuamente.
Os exemplos são variados e estão cada vez mais precisos a cada geração:
Monitoramento cardíaco: sensores ópticos de fotopletismografia (PPG) medem a variação do volume sanguíneo nos capilares para calcular frequência cardíaca e, em alguns dispositivos, saturação de oxigênio (SpO2).
Eletrodos integrados a smartwatches e patches adesivos capturam o sinal elétrico do coração para gerar eletrocardiogramas (ECG) de uma derivação, detectando arritmias como fibrilação atrial.
Em setembro de 2024, a Apple recebeu clearance da FDA para a funcionalidade de detecção de apneia do sono no Apple Watch, ilustrando como a capacidade de análise embarcada evolui junto com a precisão dos sensores.
Controle glicêmico: sistemas de monitoramento contínuo de glicose (CGM) como o Dexcom G7 e o Abbott Freestyle Libre utilizam sensores eletroquímicos subcutâneos para medir a concentração de glicose no fluido intersticial a cada poucos minutos, transmitindo os dados via Bluetooth para o smartphone do paciente e, quando configurado, para a plataforma do médico.
Em junho de 2024, o Abbott recebeu clearance da FDA para o Libre Rio, o primeiro monitor de glicose contínuo sem prescrição aprovado para adultos com diabetes tipo 2 que não usam insulina.
Monitoramento do sono: sensores inerciais (acelerômetros e giroscópios) combinados com PPG e, em alguns modelos, sensores de temperatura de pele e variabilidade da frequência cardíaca mapeiam as fases do sono, identificando padrões de apneia, fragmentação e qualidade geral do descanso.
Acompanhamento de doenças crônicas: patches vestíveis monitoram pressão arterial, frequência respiratória e temperatura continuamente, transmitindo alertas automáticos quando parâmetros saem da faixa segura.
Para pacientes com doenças cardiovasculares em acompanhamento oncológico, por exemplo, esses dispositivos permitem detectar alterações nos sinais vitais que poderiam indicar toxicidade do tratamento antes que virem eventos clínicos.
Em todos esses casos, a eletrônica processa o sinal, armazena o dado e o transmite.Logo, a cadeia inteira depende da qualidade de cada componente nessa placa.
Obviamente um sensor impreciso pode gerar uma decisão clínica errada. Essa é a diferença entre eletrônica de consumo e eletrônica médica: o custo do erro.
Em dispositivos de consumo, uma leitura de frequência cardíaca 5% acima do real é uma imprecisão tolerável. Em um monitor de fibrilação atrial usado para orientar anticoagulação, essa mesma variação pode levar a um diagnóstico incorreto, um tratamento desnecessário ou uma complicação não detectada.
É a eletrônica embarcada que decide se o aparelho vai durar ou dar problema em vários aspectos críticos:
Sensores com baixo ruído elétrico, amplificadores de sinal bem projetados e conversores analógico-digitais de alta resolução produzem leituras mais próximas da realidade fisiológica. Um sensor de SpO2 com interferência eletromagnética pode registrar variações que não existem no paciente.
Dispositivos usados 24 horas por dia precisam manter precisão ao longo de semanas ou meses. Componentes que degradam com temperatura, umidade ou ciclos de carga e descarga comprometem a qualidade dos dados ao longo do tempo, de forma invisível para o usuário.
Módulos de comunicação sem fio mal implementados criam vulnerabilidades que comprometem a privacidade dos dados do paciente. Em sistemas que transmitem dados para decisões clínicas, a integridade da comunicação é tão crítica quanto a precisão do sensor.
Um wearable que desliga inesperadamente, perde a sincronização ou apresenta leituras intermitentes gera lacunas no histórico de monitoramento, comprometendo análises longitudinais e podendo ocultar eventos clínicos relevantes.
Placas com gestão eficiente de energia prolongam a autonomia da bateria, reduzindo interrupções no monitoramento e melhorando a adesão do paciente ao dispositivo.
Pequenos desvios de qualidade na eletrônica embarcada se acumulam e se manifestam como dados clínicos inconsistentes, que médicos e sistemas de IA tentam interpretar sem saber que o problema está no hardware.
O dado coletado pelo sensor só tem valor clínico quando chega ao lugar certo, no momento certo, com integridade preservada. A conectividade é o que transforma um dispositivo de monitoramento em um sistema de saúde conectado.
Módulos Bluetooth Low Energy (BLE), Wi-Fi e redes celulares integrados às placas dos wearables transmitem dados continuamente para aplicativos no smartphone do paciente, que os sincronizam com plataformas clínicas na nuvem.
Médicos e enfermeiros acessam esses dados em tempo real, recebem alertas automáticos quando parâmetros saem da faixa programada e podem ajustar condutas sem esperar pela próxima consulta presencial.
Esse modelo, chamado de monitoramento remoto de pacientes (RPM), tem resultados mensuráveis. A adoção de RPM pode reduzir reinternações hospitalares em até 75%, segundo análise da DelveInsight, e o número de pacientes usando RPM nos EUA deve superar 71 milhões em 2025, equivalente a 26% da população.
Pacientes com doenças crônicas que geram dados continuamente permitem intervenções mais precoces, com menor custo e menor risco de complicações.
No Brasil, a expansão da telemedicina pós-pandemia criou demanda por dispositivos capazes de integrar dados biométricos a plataformas de atendimento remoto.
Relógios inteligentes com ECG e monitores de pressão arterial já são usados em programas de acompanhamento de pacientes com insuficiência cardíaca e hipertensão, com dados transmitidos diretamente para equipes clínicas.
A LGPD e as discussões regulatórias crescentes sobre uso de software e dispositivos vestíveis na saúde, conforme aponta o A.C. Camargo Cancer Center, expõem que a confiabilidade técnica e a segurança dos dados transmitidos são requisitos que se tornam cada vez mais protocolares.
A fronteira entre dispositivo de consumo e dispositivo médico está sendo redesenhada à medida que sensores mais precisos recebem clearances regulatórios para aplicações clínicas.
Dispositivos diagnósticos responderam por 63,78% do mercado de wearables médicos em 2024, segundo a Mordor Intelligence, sustentados por monitores de frequência cardíaca, glicose e pressão arterial com aprovações regulatórias para uso em patologias específicas.
O segmento terapêutico, ainda menor, avança a 15,93% ao ano, com dispositivos que vão de patches de estimulação nervosa para dor crônica a sistemas de neuromodulação para epilepsia.
As aplicações que mais crescem incluem:
O avanço nessas aplicações exige placas eletrônicas menores, mais eficientes energeticamente e mais precisas. A miniaturização dos componentes e a integração de funções antes distribuídas em múltiplos chips em um único módulo aumentam a complexidade da manufatura e elevam as exigências sobre o processo de fabricação.
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A Serdia Eletrônica atua na manufatura e integração de placas eletrônicas para empresas que desenvolvem dispositivos médicos, equipamentos de diagnóstico e soluções conectadas para healthcare.
Com mais de 35 anos de experiência em manufatura eletrônica especializada, a empresa executa projetos de clientes com rastreabilidade completa, controle rigoroso de processo e infraestrutura preparada para atender as exigências regulatórias do setor de saúde.
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O portfólio de certificações da Serdia é específico para o setor: a empresa detém ISO 9001 desde 1998, sendo pioneira no Brasil como EMS a obter a versão 2015, e conquistou em 2025 a ISO 13485, norma internacional de gestão da qualidade para dispositivos médicos, acreditada pela TÜV NORD.
Mantém também autorização da Anvisa para fabricação de produtos médicos e o Certificado de Conformidade Ex do INMETRO. Para fabricantes de wearables, equipamentos de diagnóstico e soluções de monitoramento remoto que precisam de um parceiro de manufatura com capacidade técnica e regulatória comprovada, a Serdia executa essa entrega com precisão em cada etapa do processo.
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